CAMINHADA E CELEBRAÇÃO MARCAM ENCERRAMENTO DA MISSÃO DIOCESANA EM ITAETÉ

Neste domingo, 16 de julho, aconteceu o encerramento da Missão Diocesana em Itaeté-Ba. Às 7:30 da manhã, aconteceu a acolhida das comunidades e mística em frente à Igreja Nossa Senhora das Graças, em seguida, a Banda Amor Maior animou a caminhada até a Comunidade Cana Brava onde foi implantado um cruzeiro como marco da Missão 2017 em Itaeté. Chegando ao Ginásio de Esportes, Dom André de Witte presidiu a Celebração Eucarística. Em sua homilia destacou que no início da caminhada foram lembradas as palavras de Nossa Senhora nas bodas de Caná e que se tornaram o tema da Missão e estão escritos no cruzeiro memorial “Façam tudo o que Ele disser” e que agora ouvimos o que Jesus mesmo diz, a parábola do semeador. Dom André aplicou a explicação dada pelo próprio Jesus ao evento da missão que Deus nos ofereceu como uma bênção da chuva que não pode ficar sem resultados.  A palavra que ouvimos não dará frutos se não nos esforçarmos para compreendê-la. A alegria da acolhida dos missionários e da palavra não pode ser apenas aquela de um momento passageiro. Precisamos criar raízes, vencer o comodismo, não deixar que os ídolos do mundo sufoquem a palavra, somos chamados a produzir os frutos que o semeador, que Deus espera. A nossa vivência pode e deve revelar que somos “filhos e filhas de Deus” comprometidos com o Reino de justiça e paz.  Nas 29 comunidades ou no meio do (a)s 120 missionário(a)s deve ser difícil encontrar alguém que não valorize e agradeça a Deus as graças desta maravilhosa semana de missão que ele nos ofereceu, conclui.

Pe. Roque, coordenador da Animação Missionária na diocese, ao partilhar o que viveu estes dias afirmou que:

“a missão diocesana foi uma experiência inexplicável; somente quem participou saberá entender aquilo que foi experimentado. Foi uma semana intensa de encontros e fraternidade, não somente para as comunidades de Itaeté,  foi maravilhoso ver o encontro de missionários vindos das mais diversas realidades que durante uma semana partilharam entre si a alegria em servir, tudo isso porque estivemos abertos e dóceis ao Espirito Santo. Itaeté, aparentemente uma cidade pequena, frágil, que fica no fim da diocese, é grande na humildade, na acolhida, na alegria, na partilha, na simplicidade, no amor, na doação e no serviço. Foi uma semana para aprendermos que Deus nos chama a viver como discípulos missionários, não a partir de nossas convicções, mas a partir da fé”.

Pe. Julian, missionário espanhol que assumiu a paróquia de Itaeté no início deste ano e acolheu a missão também partilhou sua experiência, a partir da imagem da criação do mundo.

“A terra estava deserta e vazia, as trevas cobriam o abismo e o Espírito de Deus pairava sobre as águas”.

As comunidades da paróquia, que compreendem o território de Itaeté e uma parte de Boa Vista do Tupim, enfrentam algumas dificuldades, muitas das quais fazem parte da situação social e política que o Brasil enfrenta hoje.  Há também dificuldades para a evangelização daqueles que estão afastados e dos próprios católicos. Mesmo diante destas dificuldades, existe ali vida. A água é o sinal da vida. “Nossa paroquia tem vida, tem uma caminhada de anos de trabalho intenso de muitas pessoas: Padres, Irmãs, Leigos. Que bonita é a definição de pairar: Refere-se a uma ave quando se sustenta no ar, com as asas abertas, sem que precise agitá-las. Sobre Itaeté paira o Espirito de Deus, muitas vezes nosso cansaço faz com que não tenhamos consciência de sua presença. Mas nossa diocese veio nos ajudar com seus missionários, que nos ajudaram a perceber a presença do Espírito entre nós. E assim podemos começar uma ‘Nova Criação’”. Pe. Julian também lembrou das dificuldades e alegrias para a missão acontecer, no entanto, grandes alegrias e esperanças foram experimentadas pelas comunidades e nos ajudarão a realizar uma ‘Nova Criação’, ou melhor, a continuar com muita empolgação e energia o que está e o que foi semeado entre nós: o amor do Pai, a graça de Jesus Cristo e a presença do Espírito Santo”.

Segundo Taciele, secretária da paróquia, quando chegou a notícia de que a missão seria em Itaeté não foi fácil aceitar, surgiram questionamentos e obstáculos, porém a Família (Paróquia) Nossa Senhora das Graças abraçou este projeto de evangelização e começou a se preparar para que a missão fosse realizada. Tendo passado a preocupação, Taciele relata que o domingo foi um dia de gratidão a Deus pelas experiências vividas, pelos missionários que participaram, pelas equipes de trabalho, pelas comunidades que tão bem acolheram os missionários.

“A missão foi algo divino, missão é evangelização, transformação e fraternidade”, conclui.

O seminarista Genivaldo (Seminário Propedêutico) relatou que

“a missão diocesana foi um sinal de que Deus se manifesta nas pequenas coisas, Deus está presente em um simples olhar, na acolhida, no sorriso da criança e na doação de vida das pessoas que se colocam a serviço da comunidade”.

Dionésia, animadora da Comunidade Rosely Nunes onde Genivaldo fez missão destacou que

“a missão ajudou a comunidade local a perceber que existem pessoas dedicadas à comunidade e que tem a coragem de se tornarem missionários a serviço do Reino. A presença e o testemunho dos missionários foram uma injeção de ânimo; pude perceber isso na missão que foi assumida por membros da comunidade, no recomeço do grupo jovem e nas novas lideranças despertadas”.

Para Macielia, catequista da Comunidade Cana Brava,

“participar da missão diocesana foi muito gratificante, foram muitos momentos de renovação de fé e laços de amizade. Fiquei muito feliz ao ver aquela multidão na missa de encerramento. Diversas sementes foram lançadas e para que se tornem grandes arvores necessitam de cuidado, incentivo e muito amor”.

A experiência da missão tocou intensamente os missionários. O Jovem Rodrigo, de Pintadas, também relatou sua experiência:

“Não estava em meus planos participar desta missão, pois estava indo apenas como musico da Banda Amor Maior. Primeiramente recebi o convite do Padre Erivaldo para fazer parte de alguma das equipes da sede, estava inseguro, pois era a primeira vez que estava participando diretamente de um evento grandioso como este, mas decidi encarar o desafio. Fiquei na equipe que tinha a missão de visitar os colégios, creches, hospital, Caps, delegacia. Sem saber o que fazer, fui pegando o jeito da coisa até que fluiu. Foram 4 dias  visitando cada local. Encontramos pessoas jovens, crianças e adultos com diferentes tipos de limitações e reações diversas ao abordarmos o tema da fé e da intolerância religiosa; senti de perto as dificuldades, a falta de apoio da família, do poder público e da sociedade em geral. Uma das visitas mais tocantes e que me fez chorar muito durante a semana foi o Caps. Lá eu vi de perto uma situação que não costumo ver em meu quotidiano, a situação de pessoas dependentes de drogas, álcool, algumas depressivas. Aqueles minutos que passamos ali, cantando, rezando, dialogando, valeu a pena. Vi no semblante de cada um a felicidade e a gratidão por estarmos ali e o desejo de poder mudar de vida. Outro momento interessante foi durante a visita a uma das escolas infantis, Chamou-me atenção a inteligência de uma pequena aluna ao falar de Deus, de Jesus e seus ensinamentos. Enfim, nesta missão diocesana consegui passar meus conhecimentos e experiências, mas, acima de tudo, aprendi muito com cada um que encontrei neste período. Espero poder participar de outras que virão”.

A missão terminou, mas existe um imenso caminho a ser percorrido. Continua a ecoar em nossos ouvidos o apelo:

ide, por todo o mundo, a todos pregai o Evangelho”;

é preciso continuar indo ao encontro daqueles que vivem nas periferias humanas e existenciais. Durante a avaliação, os missionários relataram a imensa quantidade de pessoas que vivem na pobreza, na violência e afastados da comunidade de fé. O caminho a ser percorrido é o caminho do Bom Pastor que vai ao encontro da ovelha ferida ou do Bom Samaritano que coloca óleo nas feridas daquele que se encontra caído no caminho. Temos um longo caminho a ser percorrido, com o desafio de responder aos apelos feitos a partir da realidade que os missionários encontraram.

A missão acabou, mas a ação missionária não pode parar. É tempo de pós-missão, que tem por objetivo avaliar, cultivar e animar aqueles que foram tocados pela visita missionária. Não será fácil responder aos apelos feitos pelas comunidades, acreditamos, no entanto, ser este o caminho para que nossa Igreja possa de fato cumprir sua missão, sendo uma Igreja em saída, missionária e comprometida. Segundo Dom André,

“só mais tarde poderemos avaliar nas comunidades se a missão alcançou os seus objetivos, nos frutos que permanecem, na vida e na participação de todo o povo de Deus, na missão que continua”.

Nossa gratidão a todos que rezaram, colaboraram e participaram das Santas Missões. No final da Eucaristia os participantes acolheram a imagem de Nossa Senhora Aparecida. Assim nos unimos à comemoração dos trezentos anos da aparição da imagem.  E continuamos pedindo:

“Dai-nos a bênção ó mãe querida!”

#pascomDiocesana

 

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